Orientação e coordenação regulamentar

Começar pelo uso e pelas alegações reais do creme

Determine as obrigações antes de encomendar ensaios.

Começar pelo uso e pelas alegações reais do creme

Um creme de rosto não é «certificado» apenas por ter passado num ensaio laboratorial. Nos termos da lei coreana, um hidratante habitual é, em princípio, um cosmético, mas as alegações, a fórmula, a comercialização e a publicidade podem ativar outros requisitos. Avaliar em conjunto a embalagem coreana, a página da loja e as instruções fornecidas aos influenciadores digitais, não apenas o nome.

Alegações de hidratação simples apontam para o regime geral. Branqueamento da pele, melhoria de rugas ou proteção UV podem constituir cosmética funcional. Referências à acne ou à secura de pele atópica exigem verificar a categoria funcional exata; prometer tratar eczema ou dermatite pode implicar classificação como medicamento. Um ingrediente ou «testado dermatologicamente» não determina o enquadramento.

Cinco vias para um creme de rosto na Coreia

Creme / alegação na CoreiaQuestão de classificaçãoProvas ou procedimentoCondição de lançamento
Creme de dia/noite; só hidrataçãoCosmético comum, salvo outros fatoresIngredientes, segurança, qualidade e prova de alegaçõesVendedor registado, rótulo coreano e libertação de lote
«Branqueia» / «reduz rugas»Cosmético funcional?Verificar avaliação MFDS ou comunicação admissívelNão divulgar função antes de validar via e provas
Creme SPF 30 / PA+++Proteção UV funcional?Provas SPF/PA e avaliação ou comunicação aplicávelCoerência de fórmula, ensaios e alegação
«Alivia acne» / secura atópicaO texto exato integra função regulada?Verificar categoria e ensaios; distinguir alívio de curaAprovar textos antes da impressão
«Cura eczema» / dermatitePossível medicamento e alegação cosmética indevidaSuspender via cosmética e pedir classificação concretaNão vender como cosmético sem conclusão

A matriz orienta, mas não constitui decisão de autorização: fórmula, teores, utilização e conjunto de alegações podem alterar o resultado.

Dossiê específico antes da expedição

O importador ou vendedor responsável necessita de provas relativas ao creme acabado, fórmula, embalagem e alegações, não apenas de um certificado genérico. Comparar as concentrações com as restrições MFDS em vigor e avaliar segurança e qualidade da emulsão conservada no boião ou dispensador sem ar.

  • Fórmula quantitativa fechada: ingredientes, funções, concentrações e especificações; verificar conservantes, filtros UV e corantes.
  • Produto final: especificação, microbiologia, eficácia da conservação, estabilidade e compatibilidade com boião ou doseador.
  • Para alegações funcionais: ativos, teores, função, ensaios de segurança/eficácia ou SPF/PA e base para avaliação ou comunicação MFDS.
  • Rastreabilidade: fabricante, unidade, lotes, relatórios, registos de importação e responsável pela libertação.
  • Provas do rótulo coreano: ingredientes, quantidade, lote, validade/prazo após abertura, avisos, empresa responsável e suporte publicitário.

Quem assume a responsabilidade na Coreia do Sul?

O MFDS prevê o registo do vendedor responsável de cosméticos (화장품책임판매업자) que distribui produtos fabricados ou importados e a designação de um gestor responsável. A marca estrangeira não substitui o operador coreano. Formalizar as funções de fabrico, importação, libertação de lotes e publicidade.

  • Fabricante estrangeiro: fornecer fórmula exata, especificações, rastreabilidade dos lotes e provas documentais das alterações; certificado BPF estrangeiro não equivale a autorização coreana.
  • Vendedor responsável/importador coreano: confirmar registo e gestor, manter registos de importação, qualidade e segurança após a comercialização, e controlar a libertação dos lotes e a publicidade.
  • Distribuidor/agência: divulgar apenas alegações e materiais gráficos em coreano previamente aprovados; comunicar à entidade responsável as reclamações relativas à segurança, as devoluções de produtos e quaisquer novas alegações de proteção SPF, efeitos terapêuticos ou funções reguladas.

Conferir rotulagem e publicidade em coreano

Preparar a rotulagem coreana antes de imprimir. O artigo 10 distingue informações na embalagem exterior e no recipiente primário; existem exceções condicionais para alguns formatos pequenos. Confirmar avisos e indicação de cosmético funcional para a embalagem concreta: o rótulo da UE/EUA não basta.

  • Verificar exterior e recipiente primário separadamente; exceções para pequenos formatos dependem de condições.
  • Conferir nome coreano, empresa e morada, ingredientes, quantidade, lote e validade/período após abertura com o dossiê.
  • Incluir precauções, alergénios e indicação de cosmético funcional quando exigidos, segundo avisos MFDS atuais.
  • Validar página online, imagens antes/depois, anúncios e recomendações face às provas e proibições de promessas enganosas ou medicamentosas.

Cinco etapas para lançar o produto

Não encomendar boiões impressos nem lançar campanhas antes de validar classificação, operador local e elementos probatórios. Um creme comum não deve ser anunciado como aprovado individualmente pelo MFDS sem base. Os funcionais seguem a avaliação ou comunicação prevista.

  1. Fixar fórmula, embalagem, nome coreano e todas as alegações; documentar classificação fundamentada.
  2. Confirmar registo, gestor responsável coreano e repartição de tarefas de importação/qualidade.
  3. Verificar ingredientes face aos limites MFDS e realizar apenas ensaios necessários para esta referência.
  4. Se funcional, decidir entre avaliação e comunicação e terminar o procedimento antes da promoção.
  5. Aprovar rótulo, libertação do lote, comunicações e reclamações antes da expedição e venda.

Que alterações exigem nova avaliação?

A validação aplica-se a esta versão do creme, não à marca inteira. Um SPF novo, ingrediente de ação branqueadora, alteração da concentração do conservante, fabricante, material da embalagem em contacto com o creme, vendedor ou anúncio coreano pode exigir nova análise. O MFDS anunciou avaliação de segurança faseada a partir de 2028: acompanhar a implementação, sem apresentá-la como certificado geral obrigatório em 2026.

  • Novo SPF ou alegações de branqueamento, rugas ou cura podem alterar classificação e provas.
  • Mudança de fórmula/fornecedor: reavaliar substâncias restritas, teores, estabilidade, ensaios e comunicação funcional.
  • Mudança de embalagem/operador: rever compatibilidade, rotulagem, rastreabilidade e registos.

Fontes oficiais para confirmação

Perguntas frequentes sobre cremes de rosto

Cada hidratante exige autorização MFDS individual?

Não apenas por hidratar. Confirmar categoria cosmética comum, vendedor registado, qualidade, rótulo e inexistência de promessas funcionais ou terapêuticas.

Pode dizer-se «ilumina a pele» sem procedimento funcional?

Não basta a palavra inglesa. Avaliar a frase coreana e a perceção do consumidor; se prometer branqueamento regulado, confirmar avaliação ou comunicação MFDS.

SPF num creme diário altera a via?

Sim. Pode tornar-se cosmético funcional UV. SPF/PA exigem ensaios correspondentes e via MFDS confirmada para essa fórmula.

ISO 22716, certificado estrangeiro ou ensaio são suficientes?

Não. Não substituem classificação, registo coreano, análise dos ingredientes, eventual procedimento funcional e rótulo conforme.

Basta traduzir o rótulo europeu ou norte-americano e vender?

Não. Rever fórmula, alegações, limites locais, operador, informação coreana, libertação e via funcional aplicável.

Responsável pela publicação: Khachatrian Razmik

Última atualização: 2026-10-16

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