Orientação e coordenação regulamentar

O que abrange o serviço de registo IVDR em Itália

Determine as obrigações antes de encomendar ensaios.

O que abrange o serviço de registo IVDR em Itália

Um serviço de registo IVDR para Itália deve executar submissões identificáveis, não prometer uma autorização italiana única. O Regulamento (UE) 2017/746 rege dispositivos médicos para diagnóstico in vitro (DIV); outros dispositivos médicos podem ficar sujeitos ao MDR. Registo EUDAMED, avaliação da conformidade e eventuais formalidades nacionais são procedimentos distintos.

Desde 28 de maio de 2026, são obrigatórios, para os respetivos utilizadores, os módulos EUDAMED de operadores, UDI/dispositivos, organismos notificados e certificados, e fiscalização do mercado (sobretudo para autoridades). Um registo não comprova conformidade IVDR nem substitui a avaliação necessária à marcação CE.

Escolher a via de registo antes de submeter

Defina primeiro a finalidade prevista, natureza DIV, classe A–D, estabelecimento do fabricante, percurso de conformidade e data da primeira colocação no mercado da UE. Registo nacional antigo ou entrada no EUDAMED não é certificado.

Novo DIV IVDR colocado pela primeira vez no mercado a partir de 28 de maio de 2026Quando seja exigida avaliação por um organismo notificado, o Basic UDI-DI deve ser atribuído antes de apresentar o pedido a esse organismo (artigo 26.º, n.º 2, do RDIV). Concluir a avaliação da conformidade e os requisitos CE aplicáveis, registar os operadores responsáveis e submeter pelo fabricante os dados Basic UDI-DI/UDI-DI antes da primeira colocação no mercado da UE. Quando seja necessário um organismo notificado, o artigo 28.º, n.º 1, do RDIV também exige a comunicação dos dados do operador antes do pedido a esse organismo; este passo não deve ser adiado até à certificação.
DIV conforme IVDR ou dispositivo legado elegível já colocado antes de 28 de maio e com novas unidades depoisVerificar via transitória e prazo de 28 de novembro de 2026 indicado pela Comissão para os casos aplicáveis. A situação de legado depende estritamente do artigo 110; não há extensão automática.
Produto sem finalidade de exame in vitro de amostras humanasNão aplicar o RDIV apenas porque o produto é vendido a um hospital ou laboratório. Confirmar a finalidade atribuída pelo fabricante: exame in vitro de amostras humanas para fins médicos. Produtos laboratoriais gerais e exclusivos para investigação ficam excluídos, salvo se especificamente destinados pelo fabricante ao diagnóstico in vitro (artigo 1.º, n.º 3, alínea a)). Para dispositivos destinados a estudos do desempenho, avaliar a via própria. Determinar primeiro se se aplica o RDIV, o RDM ou outro regime.

Matriz de responsabilidades e validações

Fabricante estabelecido em Itália ou noutro Estado-MembroRegista o seu operador e os dispositivos; a autoridade do Estado de estabelecimento aprecia o pedido. Responde pela exatidão dos dados.
Fabricante fora da UENomeia mandatário na UE já inscrito no EUDAMED, que confirma o pedido antes da autoridade competente. Os dados do dispositivo continuam sob responsabilidade do fabricante.
Mandatário na UEMantém registo e mandato próprios; não passa a fabricante nem elimina as obrigações deste.
Importador, incluindo italianoRegista a sua função de importador e verifica os dados do fabricante, mandatário e dispositivo; não submete o Basic UDI-DI do fabricante em nome próprio. São duas verificações distintas: o artigo 13.º, n.º 4, do RDIV exige confirmar o registo do dispositivo nos termos do artigo 26.º; o artigo 27.º, n.º 3, exige verificar, nas duas semanas após a colocação no mercado, os dados do operador económico do fabricante ou mandatário previstos no n.º 1, comunicar falhas e acrescentar os seus dados quando aplicável. O prazo de duas semanas não deve ser descrito como prazo para verificar o registo do dispositivo.
Organismo notificado e Ministério da Saúde italianoO organismo notificado insere os respetivos certificados. O Ministério valida operadores sob competência italiana; não se trata de autorização geral do produto.

Preparar um processo de registo verificável

Crie tabela-mestra associando cada campo do portal ao responsável e respetiva prova. O processo interno é mais amplo do que os dados enviados: a documentação técnica integral é normalmente mantida para a avaliação da conformidade.

  • Identificação do operador: Denominação, morada, números aplicáveis, função, EU Login e declaração assinada de responsabilidades de segurança da informação; verificar SRN anteriores.
  • Representação de países terceiros: Mandatário ativo na UE, mandato válido e resumo assinado para o pedido do fabricante externo; confirmar registo do mandatário.
  • Definição do dispositivo: Finalidade, enquadramento DIV, classe do anexo VIII, nome comercial, modelos e variantes; relacionar códigos comerciais com configurações registadas.
  • UDI e nomenclatura: Basic UDI-DI e UDI-DI segundo o IVDR, entidade emissora e EMDN corretas; não é possível registar Basic UDI-DI isoladamente sem UDI-DI.
  • Comprovação de conformidade: Declaração UE assinada, certificados aplicáveis e âmbito, documentação técnica e avaliação do desempenho; o registo não certifica nada disso.
  • Cronologia comercial: Primeira colocação, mercados incluindo Itália, conformidade IVDR ou situação de legado elegível e novas unidades após 28 de maio de 2026.
  • Comprovativos da submissão: Estado de validação, SRN, versão dos dados, confirmações e capturas, pedidos da autoridade, responsável por correções e registo de alterações.

Etapas desde o acesso até à confirmação

Esta sequência constitui um procedimento operacional, sem garantia de prazo ou aceitação.

  1. Confirmar DIV, classe e avaliação de conformidade, suprindo lacunas em desempenho, certificados ou rotulagem.
  2. Identificar operadores e funções, nomear mandatário do fabricante externo e evitar duplicações.
  3. Configurar EU Login e permissões; submeter declaração de segurança e resumo do mandato quando aplicável; aguardar validação e SRN.
  4. Conciliar catálogo com Basic UDI-DI, cada UDI-DI, EMDN, fabricante, estado e certificados; escolher dados de dispositivo IVDR ou legado.
  5. Com a conta de fabricante, submeter dados UDI/dispositivo e corrigir erros; articular as ligações aos certificados com o organismo notificado.
  6. Arquivar comprovativos e confirmar separadamente nas instruções italianas atuais se subsistem notificações nacionais ou obrigações da antiga base para o caso.

Procedimentos em Itália: EUDAMED e registos nacionais anteriores

O Ministério da Saúde italiano atualizou em 28 de maio de 2026 as instruções sobre a utilização obrigatória da EUDAMED. A anterior possibilidade de escolher a base nacional durante a transição já não substitui a submissão obrigatória na EUDAMED.

  • Os pedidos de operadores estabelecidos em Itália são validados pelo Ministério italiano. No caso de fabricantes fora da UE, é competente a autoridade do mandatário da UE já registado; o importador italiano tem o seu próprio registo de operador.
  • Verificação prévia do pedido de operador italiano: confrontar a denominação, número de IVA e sede com a certidão comercial (visura camerale); identificar o responsável pelo cumprimento da regulamentação (PRRC) e designar um administrador local do operador (LAA) com correio profissional individual ligado ao EU Login, não partilhado ou genérico. No passo da autoridade, indicar DIV, outros dispositivos médicos ou ambos. O Ministério valida e atribui SRN apenas a empresas com estado ativo na certidão comercial; dados incompletos ou incorretos podem causar recusa. São exigências de validação do operador, não uma certificação italiana adicional do dispositivo.
  • Quando o portal solicitar os países de comercialização, confirmar que Itália está indicada de acordo com a distribuição efetiva. A nota ministerial de janeiro de 2026 exigia essa indicação ao optar pela EUDAMED; verificar os campos atuais.
  • Analisar separadamente eventuais comunicações setoriais italianas, exigências de contratação pública ou gestão de registos BD/RDM antigos. Documentar a conclusão sem pressupor uma segunda autorização geral italiana para o DIV.

Cinco causas de falhas e atrasos

As falhas resultam frequentemente de funções e dados contraditórios, não da falta de um suposto «certificado de registo» universal.

Fabricante externo sem mandatário ativoSuspender o pedido; formalizar mandato e verificar EUDAMED do mandatário.
Operador não validado ou acesso incorretoResolver validação e permissões antes do dispositivo; o Ministério italiano não fixa prazo legal de validação de SRN.
UDI e catálogo divergentesConciliar Basic UDI-DI, UDI-DI, variantes e EMDN e eliminar duplicações.
Via transitória erradaSeparar dispositivos IVDR dos legados elegíveis; documentar primeira colocação e condições do artigo 110.
Certificados e registo incoerentesAlinhar finalidade e âmbito dos certificados, consultar organismo notificado. Orientações italianas BD/RDM antigas não substituem EUDAMED.

Manter o registo após a submissão

Nos termos do artigo 28.º, n.º 4, do RDIV, as alterações dos dados do operador devem ser atualizadas no prazo de uma semana; a exatidão é confirmada até um ano após a submissão e, depois, de dois em dois anos.

Após a submissão, nomeie responsável por alterações dos operadores e dispositivos, cessação da venda, mudanças de UDI/certificados e obrigações de vigilância e acompanhamento pós-comercialização. O artigo 28 do IVDR prevê confirmação dos dados do operador após um ano e, depois, de dois em dois anos, e atualização das alterações.

Algumas páginas ministeriais italianas ainda descrevem a fase anterior a 28 de maio de 2026. Verifique as medidas nacionais atuais conforme dispositivo e data: nem uma segunda inscrição universal nem o fim de todos os deveres italianos se pode presumir.

Outras páginas tratam a execução IVDR em toda a UE, o MDR italiano e a certificação em geral; esta página limita-se à submissão IVDR para Itália.

Registo IVDR à escala da UE, Registo MDR em Itália, Conformidade e certificação geral de dispositivos médicos em Itália.

Fontes oficiais

Consulte novamente estas fontes oficiais antes de submeter:

Perguntas frequentes antes da contratação

O registo EUDAMED autoriza vender DIV em Itália?

Não. Classe IVDR, organismo notificado quando exigido, conformidade CE, documentos e regras italianas precisam de verificação autónoma.

Um distribuidor italiano pode registar fabricante externo?

Ser distribuidor não confere representação autorizada. É necessário mandatário nomeado na UE; o importador tem registo próprio.

Um DIV já registado precisa de EUDAMED em 2026?

Possivelmente, se a primeira unidade entrou antes de 28 de maio e outras continuarem. A Comissão aponta 28 de novembro de 2026 nos casos aplicáveis; verifique o estatuto de legado.

O Ministério italiano atribui SRN automaticamente?

Não. A autoridade aprecia e valida; para operador italiano, o Ministério, e para fabricante externo segue-se a autoridade ligada ao mandatário. Não há prazo garantido.

Um Basic UDI-DI pode abranger todas as variantes de um kit DIV?

Apenas quando cumpridas as regras de agrupamento do RDIV. Diferenças de finalidade prevista ou características relevantes podem exigir identificadores distintos; associar cada UDI-DI ao Basic UDI-DI correto e ao âmbito do certificado.

Quem regista os certificados do organismo notificado na EUDAMED?

O próprio organismo notificado efetua os registos no módulo dos certificados. O fabricante reconcilia os identificadores dos dispositivos e as referências dos certificados; o prestador de serviços não o substitui nessa obrigação legal.

Responsável pela publicação: Khachatrian Razmik

Última atualização: 2026-10-16

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