Escolher a via de prova antes de encomendar ensaios
Os serviços de ensaio para PSE no Japão devem começar com um plano de ensaios fundamentado, e não com a reserva imediata de um laboratório. A Lei de Segurança de Aparelhos e Materiais Elétricos (DENAN) abrange produtos designados; nem todos os aparelhos elétricos se enquadram automaticamente.
É necessário identificar a categoria japonesa, se pertence à categoria legal de produtos «especificados» (PSE em losango) ou à categoria abrangida «não especificada» (PSE circular), o modelo exato e os requisitos técnicos. Para produtos especificados, a avaliação do artigo 9.º por organismo registado junto do METI acresce às inspeções do fornecedor responsável, sem prejuízo das exceções legais relativas a certificados explicadas abaixo; um relatório de ensaio comum não a substitui.
O artigo 9.º prevê também exceções baseadas em certificados: um certificado de conformidade válido para o mesmo tipo, ou a cópia oficial prevista na lei de um certificado equivalente, pode dispensar uma nova avaliação. É necessário verificar o documento, o tipo e a validade; mantêm-se as obrigações de conformidade técnica e inspeção do artigo 8.º. Um relatório CB/IEC comum não é esse certificado legal.
Escolher a via de prova antes de encomendar ensaios
Esta matriz orienta decisões preliminares, sem classificar juridicamente qualquer produto concreto.
| Situação do produto | Prova a preparar | Ponto de atenção |
|---|---|---|
| Classificação por confirmar | Determinar a categoria DENAN exata e exclusões antes dos ensaios. | O nome comercial ou certificado IEC não demonstram o estatuto PSE. |
| Abrangido, não especificado | Demonstrar conformidade técnica japonesa e inspeções obrigatórias do fornecedor. | Ensaios comerciais não substituem registos das inspeções próprias. |
| Abrangido, especificado | Prever provas técnicas e avaliação do artigo 9.º por organismo registado para a categoria e o tipo, salvo se for aplicável uma exceção legal baseada num certificado válido. | Confirmar o âmbito ATUAL do registo; um relatório de terceiro não basta. |
A exclusão do DENAN não afasta necessariamente outras exigências japonesas.
Definir o plano técnico para o Japão
O plano deve refletir a configuração vendida no Japão e não reproduzir testes de outro mercado.
- Registar tensão, frequência, alimentação, ficha ou adaptador japonês, acessórios e utilização prevista.
- Acordar com o laboratório as disposições técnicas japonesas aplicáveis, respetivas edições, interpretações e cláusulas de ensaio.
- Separar provas do produto final e dos componentes críticos; aprovação de componentes não equivale a ensaio do aparelho completo.
- Distinguir segurança elétrica, compatibilidade eletromagnética e outros regimes; nem todos os ensaios são automaticamente exigidos pelo DENAN.
O orçamento deve identificar ensaios, métodos, configurações, critérios e documentos finais.
Confirmar a função exata do laboratório
Determine se é necessário um laboratório de ensaios técnicos ou um organismo de avaliação registado para produtos especificados. São serviços diferentes.
- Para o artigo 9.º, confirmar o registo atual no METI e o âmbito por categoria e tipo.
- Distinguir avaliação completa, testes de requisitos técnicos, ensaio parcial e análise preliminar de lacunas.
- Acordar normas, desvios, língua do relatório, fotografias, incerteza de medição, rastreabilidade e resultados pormenorizados.
- Esclarecer falhas, ensaios acompanhados, subcontratação, novas amostras e revisões de relatórios.
Uma acreditação genérica ou certificado estrangeiro não confere por si só competência para a avaliação do artigo 9.º.
Planear amostras e variantes
Fixe quantidades após analisar construção, variantes e ensaios destrutivos. A JQA indica uma amostra inicial com peças de reparação e confirma a necessidade definitiva após a candidatura; não é um número universal.
| Grupo de amostras | O que enviar | Risco de repetição |
|---|---|---|
| Modelo de referência | Unidade representativa da produção, desenhos, marcação e lista de componentes críticos. | Diferenças entre protótipo e série podem invalidar conclusões. |
| Variantes | Alimentações, características, fichas e componentes críticos alternativos por modelo. | Uma variante não ensaiada não herda automaticamente o relatório. |
| Ensaios destrutivos ou condições extremas | Unidades e peças adicionais conforme instruções do laboratório. | Falta de amostras pode interromper os testes. |
Mantenha registo com número de série, revisão de hardware e relatório de cada amostra.
Avaliar a reutilização de relatórios anteriores
Um relatório CB/IEC, europeu ou do fornecedor pode reduzir trabalho apenas após revisão de aceitação cláusula a cláusula; não há aceitação automática no Japão.
- Conferir modelo, fábrica, valores nominais, circuito, firmware, componentes críticos e revisão da amostra.
- Comparar edições das normas e métodos efetivamente utilizados com os requisitos japoneses.
- Verificar entidade emissora, competência, resultados, exceções, imagens e autenticidade.
- Pedir confirmação escrita dos resultados reutilizáveis e ensaios adicionais específicos do Japão.
Um certificado de componente não demonstra que o produto final completou o percurso PSE.
Controlar falhas e alterações de conceção
Uma falha ou alteração exige análise de impacto documentada, não repetição automática de todos os ensaios.
| Alteração ou falha | Questão de impacto | Decisão seguinte |
|---|---|---|
| Falha de isolamento ou sobreaquecimento | Quais requisitos falharam e a amostra representava a produção? | Corrigir causa e acordar testes e amostras afetados. |
| Mudança da fonte ou de componente crítico | Mudam proteção, características ou tipo avaliado? | Atualizar componentes e solicitar avaliação de diferenças. |
| Invólucro, arrefecimento ou firmware | Podem mudar temperatura, acessibilidade ou controlo de proteção? | Registar revisão e decidir testes direcionados. |
Não prometa reutilização do relatório ou ausência de novos ensaios sem justificação aceite pelo organismo destinatário.
Enviar um pedido completo ao laboratório
Antes de pagar ou enviar amostras, peça cinco decisões por escrito:
- Categoria e tipo DENAN confirmados, estatuto especificado/não especificado e dúvidas abertas.
- Requisitos japoneses, cláusulas, via de prova e âmbito de registo aplicável.
- Quantidade de amostras, variantes, ensaios destrutivos, documentos e envio.
- Relatórios antigos aceites e ensaios japoneses suplementares necessários.
- Pressupostos do preço, etapas, procedimentos para ensaios não conformes, conteúdo do relatório e aprovação de novos ensaios e alterações.
Esta página centra-se nas provas de ensaio. A classificação estratégica, o processo integral e o acesso geral ao mercado são tratados separadamente nas páginas relacionadas; nenhuma substitui a decisão do laboratório para o produto concreto.
Perguntas frequentes
Todos os produtos elétricos precisam de certificado PSE?
Não. Primeiro é necessário confirmar se integram o DENAN. A avaliação do artigo 9.º diz respeito aos produtos especificados, sem prejuízo das exceções legais relativas a certificados; a conformidade técnica e as inspeções próprias são obrigações distintas.
Um laboratório comum pode emitir a avaliação para PSE em losango?
Não apenas por conseguir realizar ensaios. Confirme no registo METI o âmbito preciso do organismo.
Um relatório CB ou IEC dispensa ensaios japoneses?
Não automaticamente. A entidade destinatária verifica modelo, edição, cláusulas, diferenças nacionais e lacunas; documente a aceitação por escrito.
Quantas amostras enviar?
Não existe quantidade universal. O laboratório define unidades, peças, ensaios destrutivos e variantes desfavoráveis após análise do processo.
Uma alteração de componente ou firmware exige repetir todos os ensaios?
Não necessariamente. Avalie funções de segurança e tipo, registe a modificação e peça decisão documentada sobre testes parciais ou reavaliação.
Fontes oficiais
Estas fontes oficiais fundamentam o enquadramento legal, o registo de organismos e o envio de amostras. Verifique as atualizações à data do pedido.